Tarde
da noite padre Jhones caminha devagar pela nave vazia, acabara de fazer a missa
a qual havia demorado mais que o comum, cansado, em seu coração só havia um
apelo, uma cama bem quentinha, o peso da idade era tanta que o padre as vezes
deixava-se passar o tempo sentado olhando a grande cruz à sua frente, mas
naquela noite não, naquela hora tudo que ele mais queria era ver tudo fechado,
estava excessivamente exausto, o ritmo das confissões tinha triplicado nos
últimos dias e ele já pensava na merecida aposentadoria.
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Conto - Ícarus.
Tiveste aquele pesadelo horrível. Parecia tão real que chegava a doer-te
nos ossos. Lágrimas brotaram de teus olhos inconscientes. O suor na testa. O
desespero retesando cada músculo de seu corpo inerte e dominado.
Conto - Nós de Alimento.
A médium Zanabia estava pronta. Aquela seria
sua maior pesquisa sobre o estudos espirituais, mas isso não era o mais
importante... O dinheiro, esse sim era. No fundo a única coisa que importava
para ela era usar seu dom para publicar seus livros sobre o assunto e arrecadar
dinheiro para agencia que contratava para promover seus experimentos
mediúnicos.
Conto - A Sua Sorte Acabou.
Há cinco
anos que tenta de tudo, sempre em vão, como quem percebe suas olheiras vestidas
de evidências e pensa a respeito de seu coração sofrido e sua alma fragilizada.
Conto - Amigo Imaginário.
Ter um amigo imaginário é algo
bastante comum entre as crianças, mas até que ponto os pais devem ficar atentos
a esse tipo de fenômeno?
Conto - Festa Eterna.
O taxi deu a volta na pequena rotatória que marcava o centro
do condomínio e encontrou uma vaga para estacionar perto da entrada do prédio
2. As grossas gotas da chuva torrencial refletiam e multiplicavam o brilho dos
faróis e, apesar dele, mal dava para ver a entrada do saguão. Hamilton pagou ao
taxista e desembarcou. As botas protegiam seus pés da enxurrada e o sobretudo,
o corpo; mas mesmo assim ele entrou no prédio se sentindo ensopado, pois os
cabelos pingavam e seus óculos embaçaram. Enquanto aguardava o elevador
retornar ao térreo, ele tentou sem muito sucesso secar as lentes dos óculos na
barra da camisa. – “ Maldição!...” – pensou – “ Parece que o céu está desabando
com essa chuva!”
Conto - O Colecionador de Crucifixos.
De todos os objetos criados no mundo, um dos mais usados e nunca
esquecidos pela humanidade é a Cruz. Mesmo torturado o dito “salvador” até a
morte já se passado mais de 2000 anos existente, carrega em si um peso para o
resto da existência humana. Um fardo de tirania, provocadora de guerras, fome,
esperança é fé. Por esses e outros motivos sou um colecionador de crucifixos.
Conto - Mastigadores.
O garçom é obrigado a usar avental e o grande desafio diário
consiste em mantê-lo limpo e livre das manchas de molho enquanto serve os
clientes. Trabalha num pequeno quiosque - "Jean Anthelme" gastronomia
- numa via lateral e pouco movimentada do shopping. Apesar do nome pomposo, o
estabelecimento não tinha nada de "haute cuisine" e na verdade
pertencia a um senegalês malandro.
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